Informações de mercado / October 28, 2025
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Inadimplência de aluguel bate recorde e registra maior taxa de 2025 no país, aponta Índice.

A taxa de inadimplência de aluguel no Brasil voltou a crescer em setembro, chegando a 3,80%, a maior taxa dos últimos 16 meses. Em julho e agosto, um movimento raro foi registrado, com a taxa estacionando em 3,76%, até então a maior dos últimos 14 meses. Quando comparado com o mesmo período de 2024 (3,14%), a taxa apresenta uma alta de 0,66 ponto percentual.
Segundo Manoel Gonçalves, “a nova alta preocupa em setembro, apesar de ser modesta comparada com os 3,76% de julho e agosto, e mostra que muitas famílias seguem com o orçamento comprometido”. Para ele, “é fundamental acompanhar de perto as projeções de inflação e de juros, já que esses indicadores têm impacto direto tanto no endividamento quanto na capacidade de pagamento dos inquilinos neste fim de ano.”
Entre a base analisada, a inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (na faixa de aluguel acima de R$ 13.000) caiu depois de consecutivas altas desde maio de 2024, com uma taxa de 5,70%, contra 7,02% em agosto. Os imóveis residenciais na faixa de aluguel de até R$ 1.000 também registraram queda, saindo de 6,32% em agosto para 5,96%, mas representam a segunda maior taxa entre as faixas de valores. A taxa de inadimplência de imóveis de R$ 2.000 a R$ 3.000 e de R$ 3.000 a R$ 5.000 foram de 2,58% e 2,04%, respectivamente.
Já em relação aos imóveis comerciais acompanhados, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa e segue em crescimento preocupante, de 8,41% em agosto para 9,89% em setembro, um aumento de 1,48 ponto porcentual. A menor taxa foi na faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000, de 4,52%.
Em relação ao tipo de imóvel, a taxa de inadimplência de apartamentos caiu de 2,58% em agosto para 2,45% em setembro; de casas, teve queda significativa de 4,27% para 3,84%. Os imóveis comerciais registraram aumento, de 5,20% de inadimplência em agosto para 5,55% no último mês.
Por região
Em setembro, a região Nordeste continuou liderando o topo do ranking, com uma taxa de inadimplência de 5,97%, um crescimento considerável de 1,03 ponto percentual ante aos 4,94% de agosto. A região Norte teve um aumento de 0,22 ponto percentual de agosto para setembro, mantendo-se no segundo lugar com 4,86%, enquanto o Centro-Oeste teve uma queda de 0,41 ponto percentual e segue no terceiro lugar, com 3,49%.
O Sudeste aparece em seguida, com taxa de 3,42% – diminuição de 0,20 ponto percentual em comparação com agosto –, e o Sul com 3,28%, mantendo a menor taxa do país, também com leve queda de 0,03 ponto percentual entre agosto e setembro.
O levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.
Esta edição do estudo contou com dados de mais de 600 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Nesta edição, se refinou os dados usados nesta análise a fim de que eles reflitam a realidade com a maior precisão possível. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.
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